Sobre o Projeto

No ano de 2015, depois de longos 22 anos como editora e apresentadora do RNTV, na afiliada Globo no Rio Grande do Norte, meu maior prazer certamente era a minha coluna semanal de cultura. "Cores e Nomes" era o alimento para a minha fome de arte e eu já sentia que não resistiria aos 4 minutos semanais a que foi imposta nos últimos dois anos de sua existência. Como entrevistar um Milton Nascimento, um Francis Hime, um Zuenir Ventura, um Mia Couto... em 4 minutos?? "Pilotos" da coluna em formato programa foram mandados para a Globo, aprovados por ela, mas descartados pela gestão local. 

Portanto, o convite da principal concorrente - a TV PONTA NEGRA, afiliada do SBT -  me chegou num momento de muita insatisfação profissional e caiu como uma luva nos meus experientes 45 anos de vida: menos horas e dias trabalhados, direito a sábados, domingos e feriados e... transformar a coluna que já era sucesso na afiliada Globo num programa de 30 minutos no SBT. Não pensei duas vezes e fiz minha escolha.
Troquei de emissora!  Aprovado em duas leis de incentivo à cultura - Djalma Maranhão e Câmara Cascudo - Cores e Nomes em formato programa foi a realização de um sonho, a minha hora do recreio. Meu momento de rever e prestigiar amigos queridos que vivem da música, das artes plásticas, da dança. De abrir o espaço que eles merecem e muitas vezes não têm. Mas embora esse espaço seja prioritariamente do artista potiguar, os nomes ditos "nacionais" também foram devidamente prestigiados. Tive a alegria de entrevistar  - de novo e sempre - nomes que merecem muito mais do que 4 minutos numa tv aberta. Reencontros memoráveis com Nando Reis, Toquinho, Guiherme Arantes, Simone, Boca Livre, Jorge Vercillo, Lenine, Ednardo, Zeca Baleiro, Maria Gadu, Dorgival Dantas, Waldonys... neste último o programa veio em tom de cobertura jornalística. Eu, Homerson Barreto e Mylena Souza pegamos a estrada rumo a Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza para mostrar os bastidores da gravação do seu mais novo DVD. Mas é claro que os momentos mais marcantes do Cores e Nomes na sua primeira casa, a afiliada Globo, não serão negligenciados nesse site. Nos quase 6 anos de existência da coluna foram quase 300 entrevistas. Algumas inesquecíveis para mim e para o público.

 

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